O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fortaleceu o passo em direção à união entre conservação ambiental e desenvolvimento social. No último dia 3 de setembro foi publicada, no Diário Oficial da União, a Portaria nº 125, que instituiu o Programa Caminhos da Biodiversidade: Programa Nacional de Observação de Vida Silvestre de Base Comunitária, uma iniciativa que transforma a relação entre comunidades, visitantes e natureza.
Idealizado pela Diretoria de Biodiversidade e Florestas (DBFlo), por meio da Coordenação de Monitoramento de Uso Sustentável da Fauna e da Biodiversidade (Cofap), o programa terá sua cerimônia de lançamento no Dia da Fauna, em 22 de setembro. Ele nasce com o propósito de estimular atividades de observação da fauna silvestre em vida livre. Mais do que contemplar aves, mamíferos, répteis ou insetos em seu habitat, a proposta é fortalecer a cultura da conservação, abrir novas oportunidades de renda e valorizar os saberes das comunidades locais.
Com alcance nacional, o Caminhos da Biodiversidade convida estados, municípios e instituições de pesquisa a estruturarem planos de observação que conectem ciência, turismo de base comunitária e proteção da fauna. Entre os objetivos específicos, destacam-se: combater o tráfico de animais silvestres.
Na prática, isso significa criar redes de cooperação em todos os biomas, mapear áreas de ocorrência de espécies migratórias e endêmicas, incentivar parcerias com universidades e apoiar projetos que transformem espécies-bandeira em símbolos de conservação. Para cada plano será exigido o envolvimento direto das comunidades locais, reforçando o protagonismo de quem vive e protege a biodiversidade no dia a dia.
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