A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP) promoveu, em dezembro de 2025, um curso de capacitação focado na integração de Inteligência Artificial (IA) e geotecnologias para a recuperação ambiental. O treinamento foi direcionado a servidores do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente, com o objetivo de aprimorar o planejamento e o monitoramento da restauração florestal no Brasil. A iniciativa uniu teoria e prática para demonstrar como o suporte tecnológico pode qualificar as decisões em políticas públicas.
O uso dessas ferramentas representa um salto tecnológico em relação aos métodos tradicionais, que dependiam de levantamentos de campo manuais e limitados. Enquanto as geotecnologias, como drones e satélites, já são aplicadas há duas décadas, a IA foi integrada mais recentemente para automatizar o reconhecimento de padrões vegetais. Segundo o professor Paulo Guilherme Molin, da UFSCar, essa combinação permite uma leitura mais precisa do território e o acompanhamento contínuo da recomposição da vegetação em diversas escalas.
A implementação de modelos de IA e sistemas de informações geográficas (SIG) traz benefícios diretos à eficiência e à transparência das ações ambientais. Com a capacidade de analisar grandes volumes de dados espaciais, os órgãos ambientais podem identificar áreas prioritárias e detectar falhas nos processos de recomposição com maior agilidade. O resultado é a produção de indicadores mais consistentes e uma rastreabilidade superior das atividades de restauração, fortalecendo a gestão dos recursos naturais no país.
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