O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou, neste mês, a Operação Tuna com o objetivo de combater crimes ambientais ligados à pesca irregular de atuns e espécies afins no litoral do Rio Grande do Norte. A ação resultou na apreensão de 2,32 toneladas de pescado e na aplicação de multas que ultrapassam R$ 122 mil. O foco principal da fiscalização foi coibir o aproveitamento ilegal de animais ameaçados de extinção e o comércio de pescado sem origem comprovada.
Durante a operação, equipes do Ibama vistoriaram embarcações, indústrias e estabelecimentos comerciais dos setores atacadista e varejista no litoral norte potiguar. Entre as principais irregularidades identificadas estão a comercialização de atum sem documentação legal e o uso proibido de espécies ameaçadas, como o agulhão-branco, o agulhão-negro, o atum-azul, além de 36 espécies de tubarões, aves e tartarugas marinhas, totalizando 52 espécies impactadas pela atividade pesqueira ilegal.
A fiscalização também identificou estaleiros construindo embarcações de pesca sem licença ambiental e sem autorização prévia, o que levou à aplicação de multas e à suspensão das atividades. Além disso, foram barradas a venda irregular de ova de curimatã, estrelas-do-mar, corais e o comércio de lagosta durante o período de defeso. Segundo o Ibama, a pesca de atuns é regulada pela Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns e Afins no Atlântico (ICCAT), da qual o Brasil é signatário. Todo o pescado apreendido foi destinado a entidades beneficentes, militares e hospitalares.
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