O vazamento registrado no poço exploratório da Foz do Amazonas não envolveu petróleo, segundo esclareceu o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho. De acordo com ele, a Petrobras ainda não iniciou a exploração petrolífera na área, e o material liberado foi um fluido biodegradável, utilizado em perfurações, que no passado chegava a ser descartado no mar. Apesar do baixo risco ambiental, um processo administrativo foi aberto e poderá resultar em sanções à estatal.
Agostinho explicou que, por se tratar de um material pesado e com alto teor de sal, o fluido provavelmente permanece dentro do poço, apresentando riscos ambientais considerados baixos. Ele destacou ainda que não houve impacto grave à fauna marinha e descartou a ocorrência de um desastre ambiental. Como ponto positivo, o presidente do Ibama ressaltou que o plano de emergência funcionou adequadamente, com comunicação imediata da Petrobras ao órgão ambiental, fechamento do poço e envio de um veículo submarino remoto (ROV) para inspeção do local.
Segundo o dirigente, incidentes desse tipo não são incomuns em atividades de perfuração, mas ganham maior repercussão por ocorrerem em uma área ambientalmente sensível e de grande atenção internacional. A Foz do Amazonas está no centro de um debate que envolve interesses econômicos, a transição energética e a política ambiental brasileira. Agostinho afirmou que, diante dessa sensibilidade, o Ibama adotou critérios rigorosos para conceder a licença de estudos, reforçando que o foco do órgão é exclusivamente a proteção do meio ambiente.
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