O uso da ferramenta de inteligência artificial (IA) ChatGPT na produção de aulas digitais para alunos dos anos finais da rede estadual de São Paulo gera críticas de especialistas em educação em todo o país. Antes que a moda pegue, parlamentares da oposição acionaram o Ministério Público.
A nova polêmica protagonizada pelo secretário de Educação do Estado de São Paulo, Renato Feder, acionista de uma empresa de tecnologia que tem contratos com a própria pasta que comanda, seguia sem maiores alardes até ter sido revelada na quarta-feira em matéria da Folha de São Paulo.
Apesar dos ares de sintonia com os tempos atuais, a IA não é adequada para a elaboração de currículos, mesmo o governo de São Paulo salientando que tudo o que for produzido será revisado por professores especialistas, segundo o mestre em educação e inovação pela Universidade de Lisboa, Bernardo Soares.
Autor de materiais didáticos, ele destaca que não é uma questão de preconceito com a IA, mas entender de fato qual a finalidade da ferramenta que pode “auxiliar em trabalhos mais objetivos”.
Texto originalmente publicado no portal Extra Classe, do Sinpro-RS
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