Médicos estão adotando inteligência artificial (IA) de formas inovadoras para comunicação com pacientes e auxílio em diagnósticos. Em resposta, o governo dos Estados Unidos está considerando como garantir a segurança dessas ferramentas no sistema de saúde.
Conforme divulgado pelo Wall Street Journal, reguladores federais propuseram um novo sistema de etiquetagem para aplicativos de IA na saúde, visando facilitar para os clínicos a identificação de falhas e limitações dessas ferramentas. A administração Biden sugeriu que esses aplicativos venham com uma “etiqueta nutricional”, revelando como o aplicativo foi treinado, seu desempenho, uso correto e inadequado. Essa regra de etiquetagem, que pode ser finalizada antes do final do ano, representa uma das primeiras tentativas concretas de Washington de impor novos requisitos de segurança à inteligência artificial. Empresas de saúde e tecnologia estão se opondo, argumentando que a regra poderia comprometer informações proprietárias e prejudicar a concorrência.
A IA já está sendo integrada aos sistemas de saúde. Médicos podem dispensar anotações, pois sistemas de IA capturam informações como sintomas do paciente. Eles também podem revisar prontuários de saúde, comparando-os com muitos outros pacientes, e sugerir diagnósticos ou exames.
No entanto, ferramentas clínicas de IA podem ser falíveis. Algumas tecnologias de anotação geraram relatórios com erros, uso incorreto de terminologia médica e inclusão de medicamentos não prescritos ao paciente. As ferramentas também podem fazer previsões injustas com base na raça ou nível de renda do paciente, perpetuando desigualdades na saúde.
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