O primeiro-ministro da Hungria, Peter Magyar, anunciou ontem (22) o início de um processo para destituir o presidente Tamás Sulyok, além de uma ampla agenda de reformas políticas, jurídicas e econômicas. A proposta foi apresentada ao Parlamento e faz parte de um pacote de medidas que o governo chama de “Operação Purgatório”, voltado ao combate à corrupção e à reestruturação das instituições do país.
Entre as ações anunciadas está a criação de um Escritório Nacional de Proteção e Recuperação de Ativos, responsável por investigar suspeitas de uso indevido de recursos públicos nas últimas duas décadas. O governo também pretende alterar dezenas de leis, impor limite de mandato para parlamentares e promover uma revisão constitucional que deverá ser submetida à consulta popular. Segundo Magyar, a corrupção teria causado prejuízos bilionários à economia húngara nos últimos anos.
As medidas provocaram forte reação da oposição, que acusa o governo de promover mudanças excessivas no sistema político. Já o premiê defende que as reformas são necessárias para fortalecer a transparência, combater irregularidades e restaurar a confiança da população nas instituições. Caso o afastamento de Sulyok seja aprovado, o Parlamento deverá eleger um novo presidente para comandar o país.
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