Apesar de ocuparem o lugar de maiores defensores da floresta e de detentores de grandes saberes ancestrais, as populações indígenas sofrem constantes ameaças com o garimpo, a grilagem e demais operações ilegais em suas terras, além das doenças, especialmente durante a pandemia do novo coronavírus. Nesse cenário, é fundamental que os povos indígenas sejam apoiados na luta por seus direitos.
Para amplificar essa luta e reconhecendo o valor dos saberes etnoculturais para uma economia verde e justa na Amazônia, o Hub de Bioeconomia da Amazônia, uma coalizão entre a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e o Green Economy Coalition (GEC), lança o projeto ‘Protagonismo Indígena para uma Agenda de Bioeconomia Inclusiva na Amazônia’. “Nós, povos indígenas, protagonizamos a luta pela defesa do nosso território, defesa da nossa mãe terra, nosso corpo e espírito.
Estamos na linha de frente tentando remediar as decisões dos parlamentares no que diz respeito à nossa terra”, diz a ativista e consultora da Agenda Indígena da FAS, Samela Sateré Mawé.
O evento digital reuniu diversas lideranças, indígenas e não indígenas, e instituições para discutir sobre o protagonismo e a atuação dos povos tradicionais por meio da valorização da cultura, dos saberes e da resistência.
O projeto promoverá até outubro de 2021 uma sequência de cinco diálogos com variadas pautas, que vão desde economia indígena, biomimética, comercialização ao financiamento de empreendimentos indígenas, com a missão de promover espaços de protagonização dos saberes etnoculturais, como também evidenciar as lacunas e soluções já existentes para destravar o potencial inovador de soluções baseadas em conhecimentos tradicionais na Amazônia
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