Monday, 08 de June de 2026
23/05/2022   16:35h - Mundo

Huawei firma novos acordos e amplia presença no mercado brasileiro

A chinesa Huawei enfrenta desconfiança em todo o mundo, acusada de servir ao governo da China. Assim, foi proibida de marcar presença nas redes 5G de países como EUA, Reino Unido, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Portugal.

 

No Brasil, entretanto, a empresa não apenas marca forte presença, como negocia novos acordos que se estendem à próxima geração de internet móvel, justamente a causa da preocupação internacional.

 

Atualmente, a Huawei diz que é responsável por mais de cem mil quilômetros de fibra óptica instalados no país, de acordo com conteúdo patrocinado publicado em portais e sites de jornais brasileiros, como O Globo, em maio de 2021. E isso tende a aumentar com os novos projetos já anunciados.

 

Entre eles, o de uma cidade inteligente em Curitiba, em parceria com a operadora TIM; outro de mineração inteligente em Minas Gerais, que envolve a mineradora chinesa Sul Americana de Metais; e, mais recentemente, um acordo com a provedora de serviços digitais Brisanet, no Nordeste.

 

O acordo com a TIM foi anunciado em março, quando a operadora e a Huawei assinaram um memorando de entendimento para o desenvolvimento de uma cidade 5G em Curitiba. Foi o pontapé inicial para a criação da chamada “cidade inteligente”, conceito que define o uso da tecnologia da informação (TI) e comunicação por meio de redes de quinta geração para melhorar a qualidade de vida.

 

 

Com base em equipamentos fornecidos pela empresa chinesa, a operadora de telefonia implantará na capital paranaense a tecnologia massive MIMO (M-MIMO), que usa a emissão de sinal por múltiplas antenas para acelerar a troca de dados.

 

O acordo entre a Huawei e a Sul Americana de Metais (SAM), por sua vez, foi assinado em julho de 2020. Porém, ainda não foi colocado em prática porque a mineradora enfrenta uma série de obstáculos para iniciar o projeto Bloco B, orçado em US$ 3,5 bilhões e que envolve uma mina de minério de ferro, duas barragens de rejeitos e um mineroduto de 482 quilômetros ligando Minas Gerais à Bahia. 

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