A Human Rights Watch (HRW) publicou uma denúncia nesta segunda-feira (03/04) revelando que sete sites de educação localizados em São Paulo e Minas Gerais coletaram e enviaram dados de estudantes para empresas de publicidade.
Durante a investigação, que ocorreu entre novembro de 2022 e janeiro deste ano, a HRW descobriu que esses sites foram contratados pelos governos estaduais para apoiar os estudantes durante a pandemia de covid-19, quando as aulas presenciais foram suspensas.
A pesquisadora de tecnologia e direitos das crianças da HRW, Hye Jung Han, afirma que os governos estaduais permitiram que qualquer pessoa tivesse acesso e coletasse informações pessoais das crianças. De acordo com a pesquisa, os portais monitoraram os estudantes dentro de suas salas de aula virtuais e também os acompanharam enquanto navegavam pela internet fora do horário de aula.
O estudo também identificou que cinco desses sites aplicaram técnicas de rastreamento particularmente intrusivas para vigiar estudantes de forma invisível e de maneiras impossíveis de se evitar ou se proteger. É importante ressaltar que a Constituição Federal e a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança garantem o direito à privacidade, especialmente para crianças e adolescentes.
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