A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou planos para realizar uma cerimônia em memória do presidente iraniano, Ebrahim Raisi, nesta semana, o que gerou forte reação negativa de ativistas de direitos humanos. Raisi, conhecido como o “Carniceiro de Teerã”, faleceu junto com o Ministro das Relações Exteriores e outras autoridades estatais após o helicóptero que os transportava cair em uma área montanhosa no noroeste do Irã no último dia 19, conforme informações da rede Radio Free Europe.
Dennis Francis, presidente da Assembleia Geral da ONU, informou que a cerimônia será realizada na sexta-feira (30), com os Estados-Membros sendo incentivados a prestar homenagens durante a reunião. No entanto, ativistas iranianos criticaram a iniciativa, destacando o alegado envolvimento de Raisi na execução em massa de presos políticos em 1988, quando ele ocupava o cargo de procurador-adjunto em Teerã.
Os ativistas também ressaltaram que, durante seu mandato, Raisi supervisionou uma repressão brutal contra dissidentes, especialmente durante os protestos no Irã após a morte de Mahsa Amini, uma jovem curda de 22 anos. Amini morreu sob custódia policial em setembro de 2022, após ser detida pela polícia da moralidade por não usar o hijab corretamente. Sua morte provocou uma onda de protestos no país, que foram duramente reprimidos pelo governo de Raisi.
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