A hipnose tem sido vista ao longo dos anos como uma atração em shows onde pessoas são induzidas a comportamentos engraçados e a considerar cebolas iguarias de sabor inigualável.
Mas a técnica de mudança de estado de consciência induzido por sugestionamento, tem sido alvo de estudo para fins terapêuticos, por exemplo, para controle de dores crônicas e como tratamento contra depressão e fobias. No entanto, nem todas as pessoas são sugestionáveis, havendo uma parcela significativa de indivíduos não hipnotizáveis. A hipnose ainda é um mistério em muitos pontos, um exemplo dessa afirmativa é que nem todas as pessoas são hipnotizáveis.
Pesquisadores vem tentando desvendar se existem relações entre o funcionamento cerebral e suas estruturas com a propensão a ser mais receptivo a técnica. Em estudo ainda não revisado por pares e publicado em pré-print, um grupo de pesquisa encontrou algumas correlações entre ondas de atividade neuronal aperiódicas e aumento da susceptibilidade a hipnose.
Para a equipe, as pessoas que são sugestionáveis a hipnose, já possuem essa característica de forma intrínseca. Sabe-se também que essa capacidade de integrar e alterar estados de consciência desencadeados pela hipnose pode estar ligado a uma região do cérebro conhecida como córtex pré-frontal dorsolateral, quando em atuação conjunta com a rede de saliência cerebral.
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