A Casa dos Ventos acaba de instalar 80 turbinas. As torres produzem energia suficiente para uma cidade pequena, mas não é para onde está indo. O principal comprador é a produtora de químicos Unigel, que a utilizará para quebrar moléculas de água e produzir hidrogênio em um porto do litoral baiano.
A Unigel transformará o hidrogênio em amônia verde, tornando-se a primeira exportadora do Brasil. A amônia feita de carvão ou gás natural é um dos produtos químicos industriais mais comuns e é usada para fazer fertilizantes, plásticos e têxteis.
A amônia verde permite ao Brasil levar sua energia renovável para o resto do mundo. Ao contrário da eletricidade que depende de linhas de transmissão, a amônia pode ser resfriada, armazenada e então enviada aos clientes. A Casa dos Ventos faz parte de outro empreendimento com parceiros como a TransHydrogen Alliance e o Porto de Rotterdam para exportar volumes ainda maiores para a Europa.
A energia renovável é um dos negócios que mais cresce em um país sobrecarregado com altas taxas de juros em seis anos. A capacidade eólica e solar cresceu 260% de 2017 a 2022 e continua aumentando graças a projetos como os da Babilônia.
A demanda global por hidrogênio verde pode estimular mais crescimento. O consumo global de hidrogênio precisa mais do que quintuplicar para 500 milhões de toneladas métricas em 2050 para que as emissões mundiais cheguem a zero líquido.
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