O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou onttem (18), que o governo federal apresentará uma proposta aos estados para alterar a incidência do ICMS sobre os combustíveis. A medida busca conter a alta dos preços, pressionada pelo conflito no Oriente Médio, e evitar paralisações de caminhoneiros. A discussão ocorrerá durante a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) com os secretários estaduais.
Haddad defende que a redução da carga tributária não prejudicará as contas estaduais, já que a arrecadação cresceu recentemente devido ao combate à sonegação fiscal. Embora o governo federal já tenha zerado temporariamente impostos como PIS e Cofins sobre o diesel, o presidente Lula reforçou que o impacto positivo no bolso do consumidor depende da "boa vontade" e da colaboração dos governadores.
Por outro lado, os estados demonstram resistência, alegando que cortes no ICMS historicamente não chegam ao consumidor final e prejudicam o financiamento de políticas públicas. Paralelamente às negociações, o governo intensificou a fiscalização contra preços abusivos e a Polícia Federal abriu inquéritos para investigar especuladores que estariam retendo reduções de preços para lucrar com o clima de incerteza internacional.
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