A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEDECTI) atua como o coração estratégico do Amazonas, sendo responsável por formular e executar políticas que impulsionam o crescimento sustentável. Seu trabalho central consiste em fortalecer o Modelo Zona Franca de Manaus, atraindo novos investimentos e garantindo que o estado mantenha sua competitividade industrial, ao mesmo tempo em que promove a interiorização do desenvolvimento para alcançar as populações fora da capital.
O grande objetivo da pasta é a diversificação da matriz econômica amazonense. Para isso, a secretaria investe no fomento à bioeconomia, no suporte ao setor primário e na exploração racional de recursos minerais e energéticos. O foco é criar um ecossistema onde a preservação da floresta caminhe lado a lado com a geração de emprego e renda, transformando a biodiversidade em produtos de alto valor agregado através da pesquisa e inovação.
ON Jornal conversou com exclusividade com o Secretário Executivo de Desenvolvimento Econômico da SEDECTI, Gustavo Igrejas, que sobre as ações prioritárias da pasta para o ano de 2026. Confira.
ON JORNAL: Além do Polo Industrial de Manaus, quais novas frentes de desenvolvimento (como bioeconomia, mineração sustentável ou tecnologia) devem ganhar protagonismo e investimentos nos próximos meses?
Gustavo Igrejas – Existem diversas ações da SEDECTI que visam a diversificação econômica e a interiorização do desenvolvimento. Dentre elas podemos destacar:
a) o adensamento da cadeia da borracha por meio de arranjos produtivos locais;
b) a promoção comercial dos produtos regionais, em especial da bioeconomia, através de missões internacionais (China, India, dentre outros) e parcerias com os consulados locais;
c) construção do plano de aviação regional para integração do interior do Estado e melhoria da logística da região.
ON JORNAL: Quais são os números mais recentes da economia amazonense em termos de geração de emprego e novos investimentos aprovados pelo CODAM que o senhor destaca?
Gustavo Igrejas – O PIM terminou 2025 gerando mais de 130 mil empregos diretos (500 mil, se considerarmos todos os empregos gerados exclusivamente por conta das empresas incentivadas: vigilância, transportes, conservação, alimentação, despacho aduaneiro, dentre outros) e ultrapassou a marca de 40,9 bilhões de dólares em faturamento anual, com mais de 10 bilhões de dólares em investimentos.
São números que colocam o Amazonas no mapa da indústria nacional e fazem do nosso estado o maior polo industrial da Região Norte. Ano passado o CODAM aprovou 320 projetos, com mais de 9 bilhões de Reais em previsão de investimentos e mais de 9000 postos de trabalho previstos. Alguns segmentos como o de motor de popa elétrico prometem crescer muito nos próximos anos.
ON JORNAL: Há alguma novidade em termos de desburocratização ou novos incentivos fiscais previstos para aumentar a competitividade do estado frente aos desafios da Reforma Tributária?
Gustavo Igrejas – A reforma tributária preservou a vantagem competitiva da ZFM e diversos ajustes nos processos do Estado serão necessários para se adequar as novas normatizações. Estas ações estão em andamento.
ON JORNAL- De que forma acontece a participação do AM no AAHAR 2026 - International Food & Hospitality Fair, uma das maiores feiras internacionais dos setores de alimentos, bebidas, hotelaria e hospitalidade da Ásia?
Gustavo Igrejas – Acontece com a presença do Escritório de Representação do Governo, em São Paulo e da SEDECTI na feira, levando informações acerca das nossas potencialidades e amostras de inúmeros produtos regionais, prospectando a exportação desses itens para todo o mundo.
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