O cineasta mexicano Guillermo del Toro, de 61 anos, lança nesta sexta-feira (7), na Netflix, sua aguardada versão de “Frankenstein”, obra que ele descreve como “um sonho de infância realizado”.
Indicado ao Oscar 2026, o longa revisita o clássico de Mary Shelley com uma visão profundamente pessoal, mesclando melancolia, filosofia e estética exuberante. O diretor, conhecido por filmes como O Labirinto do Fauno e A Forma da Água, afirma que o monstro criado por Shelley é seu “santo padroeiro”, símbolo de incompreensão e humanidade.
Del Toro explica que sua adaptação busca captar “a ansiedade existencial” presente no livro original, ao mesmo tempo em que moderniza o visual e o ritmo da narrativa. “Frankenstein não foi escrito como uma obra de época, era moderno em seu tempo. Quis que meu filme também fosse assim”, afirmou o cineasta, que descreve a produção como um melodrama sobre criação, solidão e propósito. O diretor também revelou que o projeto ganhou profundidade após a perda de seus pais, influenciando o tom emocional da obra.
O elenco conta com Oscar Isaac como Victor Frankenstein, Jacob Elordi como a Criatura, Mia Goth como Elizabeth e Christoph Waltz em papel ainda não revelado. Ambientado entre o Ártico e os campos de batalha da Europa do século 19, o filme promete unir horror, poesia e reflexão sobre o que significa ser humano. Para del Toro, adaptar Frankenstein é, acima de tudo, “um ato de amor e um diálogo com o monstro que habita em todos nós”.
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