Profissionais do turismo no Amazonas lançam um manifesto cobrando das autoridades melhores condições de trabalho, remuneração justa e uma fiscalização mais rigorosa para combater a precarização da atividade. Os guias denunciam a falta de regulamentação efetiva e a necessidade urgente de políticas públicas que organizem o fluxo turístico na capital, especialmente na área conhecida como "turismo de ponta", que envolve embarques para passeios fluviais.
Os trabalhadores apontam que a ausência de fiscalização adequada tem permitido a atuação de guias não credenciados e intermediadores irregulares, comprometendo a qualidade da experiência turística e desvalorizando os profissionais que atuam de forma legal. Além disso, destacam a necessidade de um ordenamento mais eficiente nas principais áreas de embarque de Manaus, garantindo segurança e organização para turistas e operadores.
“Estamos reivindicando o mínimo necessário para que o turismo no Amazonas seja fortalecido de forma justa e sustentável. Sem valorização profissional e fiscalização, a atividade continua refém da desordem e da exploração”, afirma um dos representantes do movimento.
O manifesto será encaminhado a órgãos como a Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS), o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) e o Ministério do Turismo.