Autoridades de Washington confirmaram que os EUA pretendem concluir a retirada das tropas do país até o fim de agosto.
Em 13 de abril passado, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou a remoção incondicional de todos os soldados norte-americanos antes de 11 de setembro, data que marca o 20º aniversário dos atentados terroristas contra o World Trade Center e o Pentágono.
A devolução da Base Aérea de Bagram a Cabul representa, na prática, o fim dos combates em solo afegão.
Foi da instalação militar, situada 62km ao norte da capital, que partiram as principais operações contra a rede terrorista Al-Qaeda e o movimento fundamentalista islâmico Talibã, nas últimas duas décadas.
Ao Correio, o porta-voz talibã, Zabihullah Mujahid, saudou a decisão dos EUA como “uma boa jogada” e não descartou o avanço do grupo sobre o Afeganistão. Biden negou a possibilidade de as forças dos Estados Unidos se retirarem do país de forma iminente.
“Nós estamos na trajetória, exatamente onde esperávamos estar”, assegurou o presidente a repórteres, ontem, na Casa Branca.
O presidente estimou que o governo do presidente afegão, Ashraf Ghani, terá que “ser capaz por si só” de garantir a segurança de Cabul.
A imprensa norte-americana divulgou, no entanto, que pelo menos 600 soldados dos EUA ficarão na capital para proteger a sua embaixada.
Existe o temor, por parte da administração Biden, de que Cabul caia em breve nas mãos do Talibã. Os milicianos islâmicos controlariam 100 dos mais de 400 distritos do Afeganistão.