O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (25) que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) seria de 50%, se o corte no tributo não afetasse a Zona Franca de Manaus.
Nesta sexta-feira (25), o governo federal publicou um decreto que reduz o IPI em até 25% para a maioria dos produtos, inclusive para os bens provenientes do polo industrial.
"Não fosse a Zona Franca, a redução de IPI seria maior, certamente de 50%. Como respeitamos a Amazônia, foi só 25%", disse Guedes a jornalistas.
Um dos principais incentivos fiscais que atraem empresas para se instalar em Manaus são os créditos de IPI. Quanto maior a alíquota, maior o valor que as empresas conseguem abater do imposto a pagar.
A intenção da equipe econômica é desonerar a indústria brasileira de maneira geral. Porém, como a medida afeta a Zona Franca, Guedes prometeu que o governo não "mexerá" na polo industrial até o final deste mandato.
Caso o presidente Jair Bolsonaro seja reeleito, o ministro da Economia também disse que não seriam feitas mudanças também em 2023.
Parlamentares do Amazonas se posicionaram nesta sexta-feira (25) contra a redução no IPI.
O deputado Marcelo Ramos (PSD-AM), por exemplo, afirmou que a equipe econômica havia se comprometido a excluir o desconto para os produtos feitos na Zona Franca, mas não cumpriu o combinado. Para o senador Eduardo Braga (MDB-AM), a medida prejudica os setores instalados em Manaus
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