O Presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo de León, declarou "estado de emergência" no país, reforçando os poderes das autoridades face as gangues, que mataram oito polícias e tomaram nos últimos dias o controle de prisões do país.
"Decidi decretar o estado de emergência em todo o território nacional por 30 dias a partir de hoje (domingo)", para "garantir a proteção e a segurança" dos guatemaltecos, declarou Arévalo de Léon num discurso este domingo.
O chefe de Estado anunciou ainda que a polícia assumiu o controle das instalações prisionais onde membros de gangues mantinham reféns dezenas de pessoas desde sábado. Arévalo de León confirmou que três prisões, localizadas no centro e no sul do país, onde ocorreram motins no sábado, nos quais vários guardas prisionais foram feitos reféns, estão sobre o controle do Governo.
O mandatário garantiu que os guardas das três prisões foram resgatados ilesos, "sem que houvesse uma única baixa a lamentar", embora não tenha detalhado o número de pessoas resgatadas. As operações, no entanto, provocaram a retaliação das gangues, que atacaram as forças de segurança guatemaltecas este domingo, assassinando oito polícias em vários pontos da capital guatemalteca.
Devido aos motins e aos assassinatos das forças de segurança, Arévalo de León decretou estado de sítio por 30 dias, medida que permite às autoridades prender qualquer pessoa sem a necessidade de um mandado judicial.
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