A Fundação Humanitária de Gaza (GHF), empresa privada que distribui ajuda humanitária na Faixa de Gaza, apoiada pelos Estados Unidos e Israel, ainda não havia reaberto os pontos de distribuição no território até o meio da manhã (horário local) desta quinta-feira (5). A reabertura estava prevista um dia após o fechamento causado por uma série de ataques a tiros fatais perto dos locais de operações. A organização, sediada nos EUA, informou que os pontos de distribuição não abririam no horário habitual devido a trabalhos de manutenção e reparos e não especificou quando a distribuição de ajuda humanitária seria retomada. Um palestino, pai de quatro filhos em Khan Younis, Gaza, que pediu para não ser identificado por questões de segurança, disse à agência de notícias Reuters que o ponto de distribuição da GHF perto de Rafah, no sul do território, não havia sido reaberto até o meio da manhã. O grupo, que tem sido duramente criticado por organizações humanitárias, incluindo as Nações Unidas, começou a distribuir ajuda na semana passada. A ONU alertou que a maior parte da população de 2,3 milhões de Gaza corre o risco de passar fome após um bloqueio israelense de 11 semanas no local. Enquanto isso, Israel anunciou ter recuperado os corpos de dois reféns israelenses e americanos de dupla nacionalidade em Gaza. Gadi Hagi e sua esposa, Judy Weinstein- -Hagi, foram mortos e levados para Gaza após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra. Ao menos 56 reféns permanecem em cativeiro, e acredita-se que menos da metade esteja viva.
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