Todo ano, autoridades ecológicas de Israel enfrentam um surto de gripe aviária, mas em 2021, a doença apareceu com maior poder de infecção e já matou 2 mil garças, além de infectar outras 10 mil, em uma reserva de conservação ambiental.
De acordo com as autoridades, o número de óbitos é “excepcional”.
Entre os meses de outubro e dezembro, as garças entram em processo de migração, se dirigindo para a África em números que superam a marca de 100 mil animais.
No meio do caminho, as garças tendem a parar no Vale Hulla, norte de Israel, quase no meio do caminho desta viagem.
Este ano, especialistas estimam que mais ou menos 40 mil pássaros não retomaram a migração e pararam no vale. Mas com o país atravessando um surto da gripe aviária (H5N1), a região tornou-se um ponto fértil para infecções mais poderosas.
A H5N1 não tem muitos casos de infecção em humanos: segundo o site do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos EUA, desde novembro de 2003, foram registrados pouco mais de 700 casos humanos da gripe aviária, em regiões que as garças costumam passar, como Ásia, África e Oriente Médio.