A indústria madeireira do Pará vem enfrentando sérios desafios devido à greve dos servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que já dura dezessete dias, mesmo havendo uma decisão judicial determinando a retomada dos serviços.
Durante esse período, cerca de 500 cargas de madeira, cada uma contendo aproximadamente 20 metros cúbicos de produtos legais e rastreáveis oriundos de manejo florestal, estão impedidas de serem exportadas. A carga parada é consequência da falta de emissão da Licença, Permissão, Certificado e Outros Documentos (LPCO) pelo Ibama.
A crise tem gerado preocupação entre os representantes do setor, que temem uma grave crise financeira no Estado. A madeira produzida no Pará é destinada principalmente aos mercados da Europa e dos Estados Unidos, onde é utilizada em diversos setores como construção civil e portuário.
Com a greve acontecendo num momento em que o mercado internacional de madeira começava a mostrar sinais de recuperação, os danos econômicos para os exportadores paraenses acendem o sinal de alerta. "O setor teme uma crise financeira sem precedentes no Pará", alertou o presidente da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (Aimex)
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