Trabalhadores de três das maiores fábricas de veículos nos Estados Unidos iniciaram uma greve sem precedentes nas primeiras horas desta sexta-feira, paralisando operações cruciais da General Motors, Ford e Stellantis. Essas três gigantes da indústria automobilística são responsáveis por mais da metade dos aproximadamente 15 milhões de veículos vendidos anualmente no país.
A paralisação, que marca a primeira greve simultânea em 88 anos de história do United Workers Auto (UWA), o sindicato dos trabalhadores das montadoras, promete interromper a produção de aproximadamente 24 mil veículos a cada semana. No entanto, as empresas mantêm veículos em estoque, o que pode ajudar a manter as vendas ativas, apesar da redução na receita.
No entanto, se o movimento se transformar em uma greve geral nas montadoras americanas, isso poderá resultar em uma perda de até US$ 500 milhões (R$ 2,4 bilhões) em lucros para cada uma das empresas a cada semana, de acordo com uma análise do Deutsche Bank.
O presidente do sindicato, Shawn Fain, comunicou aos sindicalistas em uma transmissão ao vivo no Facebook que, se as negociações com as montadoras não progredirem, outras fábricas também podem aderir às paralisações.
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