Após dois dias de paralisação parcial do transporte público, que impactou mais de 300 mil usuários, a greve dos rodoviários em Manaus foi encerrada na última quarta-feira (16). A decisão foi tomada após uma rodada final de negociações mediada pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), envolvendo o Sindicato dos Rodoviários e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram).
O acordo prevê um reajuste salarial de 6% sobre os salários e benefícios, além do pagamento de R$ 600 mensais como gratificação para motoristas que acumulam a função de cobrador. A proposta também abriu espaço para novas discussões sobre a retirada gradual dos cobradores em algumas linhas. A categoria reivindicava, entre outros pontos, aumento de 12%, reajuste no valor da cesta básica e gratificação de R$ 1.200.
Durante a paralisação, 397 ônibus deixaram de circular, causando transtornos nos terminais e suspensão de aulas em instituições como a Ufam e a UEA. A prefeitura de Manaus voltou a discutir o reajuste da tarifa, atualmente em R$ 4,50, apontando a necessidade de aumento para viabilizar melhorias no sistema e atender às demandas dos trabalhadores. Uma nova reunião deve ocorrer nos próximos dias após o STJ suspender a liminar que impedia o reajuste.
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