Servidores ambientais federais de dezoito estados e do Distrito Federal iniciaram uma greve nesta segunda-feira (1º) para reivindicar reajuste salarial e reestruturação de carreiras no Ministério do Meio Ambiente, Ibama, ICMBio e Serviço Florestal Brasileiro. Eles se juntam aos funcionários de outros quatro estados que já haviam cruzado os braços no dia 24 de junho.
A mobilização da categoria começou em janeiro, quando os servidores decidiram paralisar grande parte das atividades. No Ibama, por exemplo, as ações de fiscalização foram suspensas, com os funcionários focando apenas em tarefas internas e burocráticas. A proposta do governo federal, apresentada em maio, que previa aumento salarial apenas para 2025 e 2026, foi rejeitada pelos trabalhadores.
A greve iniciada hoje amplia ainda mais o impacto sobre o funcionamento dos órgãos ambientais. De acordo com a Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema), quase todas as atividades foram suspensas, exceto as consideradas essenciais ou emergenciais, como prevenção e controle de incêndios, resgate e reabilitação de fauna. O setor de licenciamento ambiental opera com um contingente reduzido (10%).
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