O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), e o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), reforçaram as críticas de governadores do Norte e Nordeste contra as declarações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sobre uma frente para “protagonismo” do Sul e Sudeste. Lima classificou a fala como “ruim” e declarou que “a pobreza se concentra no Norte e no Nordeste”.
"Uma declaração dessa é muito ruim porque a pobreza se concentra no Norte e no Nordeste. Sul e Sudeste não querem abrir mão do que eles têm em termos de competitividade, mas é necessário um equilíbrio. É muito perigoso estabelecer um cabo de guerra entre as regiões e colocar uma população contra a outra" disse o governador Wilson em entrevista ao Estadão publicada no domingo (6).
Além disso, o governador do Pará, Helder Barbalho, atual presidente do Consórcio da Amazônia Legal, que reúne os estados do Norte mais Maranhão e Mato Grosso, disse que é um equívoco estimular a competição entre os brasileiros das diferentes regiões. “Nós devemos pregar a união federativa”, defendeu.
As declarações vêm em resposta a entrevista divulgada no sábado (5), pelo Estadão, onde o governador de Minas Gerais afirmou que os governadores do Sul e do Sudeste querem mais ‘protagonismo’ na política e na economia e vão agir em bloco para evitar perdas econômicas contra as outras regiões. Além disso, Zema declarou que, na reforma tributária, o grupo já começou a “mostrar peso”, evitando a criação de um conselho federativo desfavorável às duas regiões e estimulou o lançamento de um candidato de direita do grupo à Presidência nas eleições de 2026.
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