O governo federal reduziu de R$ 12,1 bilhões para R$ 7,7 bilhões o valor congelado no Orçamento de 2025, conforme o novo Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas divulgado pelo Ministério do Planejamento. Desse total, R$ 4,4 bilhões permanecem bloqueados e R$ 3,3 bilhões foram contingenciados, após o cancelamento de R$ 3,8 bilhões em despesas discricionárias para cobrir gastos obrigatórios.
A redução do bloqueio foi influenciada pela queda na projeção de despesas obrigatórias, especialmente em benefícios previdenciários e subsídios. Já o contingenciamento passou a ser necessário diante da piora na estimativa do resultado fiscal, que agora prevê déficit primário de R$ 34,3 bilhões, acima do limite permitido pela meta fiscal de 2025, que admite déficit de até R$ 31 bilhões. O detalhamento dos valores por ministério será divulgado em 30 de novembro.
O relatório também atualizou as projeções para receitas e despesas do próximo ano. As despesas obrigatórias caíram para R$ 2,204 trilhões, enquanto as discricionárias passaram a R$ 215,4 bilhões. A arrecadação com dividendos de estatais aumentou, mas houve queda nos royalties.
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