Uma auditoria do Ministério da Justiça em sua plataforma de inteligência, a Córtex, identificou um possível uso indevido de dados de milhões de brasileiros por contas ligadas a forças de segurança do governo do Rio de Janeiro. De acordo com a pasta, 69,2 milhões de CPFs foram registrados como autores de 213 milhões de buscas com chaves de acesso à plataforma. O número de documentos usados representa cerca de um terço de toda a população brasileira.
A auditoria analisou 236 dias de buscas feitas desde setembro de 2024 e apontou fortes indícios de automação das pesquisas, além da geração de CPFs para driblar mecanismos de bloqueio da plataforma. Paralelamente à apuração do Ministério da Justiça, a Polícia Federal investiga se houve os crimes de inserção de dados falsos em sistema de informação, violação do sigilo funcional e invasão de dispositivo informático. As duas apurações miram também consultas sobre pessoas expostas politicamente (PEPs).
A plataforma Córtex fornece informações em tempo real, principalmente sobre pessoas e placas de veículos. A Polícia Militar do Rio de Janeiro a usa para verificar mandados de prisão e ordens de internação. Os nomes são consultados pelos policiais no Portal PMERJ, que puxa os dados da plataforma federal.
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