O governo do Irã emitiu, um alerta sobre as manifestações que mobilizam lojistas e estudantes desde o último domingo (28). O procurador-geral, Mohammad Movahedi-Azad, prometeu uma resposta firme caso os atos resultem em desestabilização ou destruição de bens públicos. Embora tenha classificado protestos pacíficos por melhores condições de vida como "compreensíveis", a cúpula judicial advertiu que qualquer tentativa de transformar pautas econômicas em insegurança será combatida com medidas legais rigorosas.
As manifestações tiveram início após o fechamento de lojas no principal mercado de celulares de Teerã e ganharam corpo na terça-feira (30), com a adesão de estudantes de sete universidades da capital. O movimento protesta contra a hiperinflação e a severa crise econômica que atinge o país. Em contrapartida, o presidente Masoud Pezeshkian afirmou ter orientado o Ministério do Interior a ouvir as demandas legítimas dos manifestantes e buscar soluções para os problemas de subsistência por meio do diálogo com representantes sindicais.
O cenário de tensão interna ganhou contornos diplomáticos após o serviço de inteligência exterior de Israel, o Mossad, manifestar apoio aos atos por meio das redes sociais. A agência incentivou a intensificação das mobilizações, o que reforça o temor de Teerã sobre a influência de planos elaborados no exterior. Enquanto o governo tenta equilibrar a repressão à desordem com a promessa de responsabilidade social, o país segue em estado de alerta diante da expansão do descontentamento popular.
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