O novo governo de Portugal decidiu apertar as regras para quem deseja morar, trabalhar ou tornar-se cidadão português. A decisão do Conselho de ministros luso, anunciada nesta semana, marca uma virada significativa na política migratória do país.
Longe de ser um movimento de fechamento, que Portugal não deseja por razões econômicas e demográficas, trata-se de uma tentativa de organizar, regular e redefinir os critérios de pertença num tempo de pressões políticas, fluxos intensos e tensões sociais.
Para os brasileiros, que representam a maior comunidade estrangeira residente em Portugal, a mensagem é clara: será preciso estar mais bem preparado — e legalmente regularizado — para continuar ou iniciar a jornada em terras lusitanas.
Entre as principais mudanças está a criação da UNEF — Unidade de Estrangeiros e Fronteiras — dentro da Polícia de Segurança Pública. Com isso, as funções de fiscalização da imigração e da permanência de estrangeiros passam a ser exercidas por uma força policial e não mais por um órgão civil, como a AIMA.
Isso muda o tom: viver irregularmente em Portugal será agora visto como uma questão de segurança e ordem pública.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.