As Forças Armadas de Israel retomaram ataques aéreos ontem (5) contra o que classificam como "infraestruturas militares" do Hezbollah e do Hamas no Líbano. A ofensiva ocorreu após o Exército emitir ordens de evacuação para quatro vilarejos localizados no Vale do Bekaa e no sul do país. A operação foca em destruir centros de comando e logística, elevando a tensão em uma região já devastada por conflitos recentes.
A escalada ocorre em meio a um frágil cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 2024, que havia interrompido mais de um ano de confrontos intensos. No entanto, o acordo tem sido marcado por constantes trocas de acusações de violações por ambas as partes. Israel justifica as novas ações como uma resposta necessária à persistência de ameaças militantes apoiadas pelo Irã, enquanto o governo libanês expressa temor por uma ofensiva ainda mais abrangente.
O cenário atual amplia a pressão internacional para que o Líbano acelere o desarmamento do Hezbollah, uma exigência central de Washington e Tel Aviv. Autoridades libanesas temem que a intensificação dos ataques israelenses seja uma estratégia para forçar o confisco imediato do arsenal do grupo. Com o país ainda em processo de reconstrução, a nova onda de bombardeios ameaça a estabilidade regional e coloca em xeque a durabilidade dos acordos diplomáticos firmados no último ano.
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