Organizações internacionais e equipes de resgate denunciaram dificuldades para atuar na Venezuela após os terremotos que atingiram o país há cerca de uma semana. As críticas apontam que o governo venezuelano estaria impondo barreiras à entrada e ao trabalho de equipes de ajuda humanitária, em um momento considerado crítico para o resgate de sobreviventes.
Segundo relatos de entidades como a Amavex, bombeiros locais teriam sido impedidos de acessar áreas de operação por bloqueios da Polícia Nacional Bolivariana. Já a organização alemã ISAR Germany afirmou que sua equipe médica de emergência teve a entrada negada, apesar de sinalizações anteriores do próprio governo venezuelano sobre a necessidade de apoio internacional. O grupo também relatou que uma missão com 41 especialistas voluntários e equipamentos já estava pronta para embarcar ao país.
Além disso, representantes da equipe de resgate chilena Topos de Chile relataram que militares venezuelanos estariam exigindo documentos de identificação e interrompendo operações para verificação de segurança, levantando suspeitas de controle excessivo sobre o trabalho humanitário. Até o momento, o governo da Venezuela não se pronunciou sobre as acusações.
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