O governo da Venezuela criticou o chanceler do Uruguai, Mario Lubetkin, após o diplomata descartar publicamente a retomada das relações diplomáticas entre as duas nações, conforme reportado pela Revista Oeste. A declaração de Lubetkin, estabelecia que Montevidéu não reataria laços formais enquanto Delcy Rodríguez permanecer no poder, classificando a gestão da líder venezuelana como ilegítima.
A reação das autoridades de Caracas foi imediata e de forte teor ofensivo. O vice-ministro venezuelano de Políticas Antibloqueio, William Castillo Bollé, utilizou suas redes sociais para ironizar a soberania uruguaia, referindo-se ao país vizinho como uma “província argentina” e rotulando a gestão do presidente Yamandú Orsi de governo woke. Castillo Bollé também acusou formalmente o Uruguai de praticar um intervencionismo descabido e recomendou que as autoridades locais foquem na resolução de suas próprias demandas internas.
Alinhado ao posicionamento do vice-ministro, o ministro das Relações Exteriores e Comércio Internacional da Venezuela, Félix Plasencia, publicou uma nota de repúdio direcionada às falas de Lubetkin. O chefe da chancelaria venezuelana classificou a postura adotada por Montevidéu como uma "ingerência inadmissível" e uma intromissão nos assuntos internos do país caribenho. Plasencia enfatizou que o futuro político da Venezuela será soberanamente definido por sua população, em estrito cumprimento das diretrizes de sua própria Constituição e do ordenamento jurídico vigente.
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