O governo da Síria comemorou a decisão dos Estados Unidos de retirar o país da lista de Estados patrocinadores do terrorismo, classificação que estava em vigor desde 1979. A medida foi oficializada na segunda-feira (24) e representa uma mudança significativa nas relações entre Washington e Damasco, além de remover importantes restrições que dificultavam investimentos e transações financeiras com a Síria.
O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, afirmou que o país se livrou de um “fardo pesado” e poderá concentrar esforços no desenvolvimento e na reconstrução. O ministro das Relações Exteriores, Asaad al-Shibani, classificou a decisão como uma etapa histórica e disse esperar que ela ajude a reintegrar a Síria ao sistema financeiro e econômico internacional.
A retirada ocorre após a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, e em meio à aproximação entre os governos sírio e americano. A decisão também retirou o grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS), antigo Frente al-Nusra, da lista americana de organizações terroristas. Com a saída da Síria, permanecem na relação de Estados patrocinadores do terrorismo dos EUA apenas Cuba, Irã e Coreia do Norte.
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