O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou nesta semana, nove medidas para "deter o genocídio em Gaza", entre elas um embargo de armas a Israel, a proibição de que navios e aeronaves carregando armamentos com destino ao país utilizem portos e espaço aéreo espanhóis e o bloqueio à entrada de pessoas envolvidas diretamente no que classificou como genocídio.
Madri também informou que ampliará a ajuda à Autoridade Palestina e à Agência da ONU para os Refugiados da Palestina (UNRWA), além de proibir a importação de produtos fabricados em assentamentos israelenses nos territórios palestinos ocupados.
"Esperamos que essas medidas sirvam para acrescentar pressão sobre o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu e seu governo, a fim de aliviar parte do sofrimento da população palestina", disse Sánchez em pronunciamento transmitido pela TV local.
A decisão ampliou as tensões diplomáticas com Israel. O ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, acusou o governo espanhol de "campanha contínua anti-Israel e antissemita" e afirmou que Sánchez busca desviar a atenção de escândalos de corrupção domésticos.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.