O governo da Austrália anunciou, ontem (15), planos para endurecer ainda mais as leis de controle de armas no país, com novas restrições para a concessão de licenças. As medidas foram apresentadas pelo primeiro-ministro Anthony Albanese após reunião com líderes estaduais e territoriais, realizada um dia depois do pior ataque a tiros registrado no país em quase 30 anos.
O episódio que motivou a proposta resultou na morte de ao menos 15 pessoas durante um evento judaico de Hanukkah, na praia de Bondi, em um ataque terrorista que teria sido cometido por pai e filho. O homem de 50 anos, morto em confronto com a polícia, possuía licença válida e era dono legal de seis armas longas, apesar de não ser cidadão australiano. O caso expôs brechas no sistema atual de concessão de licenças.
Entre as mudanças propostas estão a restrição do porte de armas exclusivamente a cidadãos australianos, a limitação do número e do tipo de armas que podem ser adquiridas e o fim de licenças sem prazo determinado, que passarão a exigir reavaliações periódicas. O governo também pretende acelerar a criação de um Registro Nacional de Armas de Fogo. Caso aprovadas, as medidas representarão a primeira grande revisão da legislação desde o massacre de Port Arthur, em 1996, que marcou uma mudança profunda na cultura armamentista do país.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.