O governo boliviano denunciou, ao Ministério Público, o ex-presidente Evo Morales por terrorismo e outros sete crimes, após a divulgação de um suposto áudio em que ele ordena o isolamento de La Paz com bloqueios de estradas, anunciou o ministro da Justiça.
Durante quatro dias, partidários de Morales (2006-2019) paralisaram as principais vias do centro da Bolívia, especialmente no departamento de Cochabamba, seu reduto político. Eles exigem a renúncia do presidente Luis Arce, a quem culpam pela crise econômica e por manipular a Justiça e o órgão eleitoral para excluir Morales das eleições de agosto.
O ministro da Justiça, César Siles, afirmou que os crimes denunciados incluem "terrorismo, incitação pública ao crime, atentados contra a segurança dos serviços públicos, obstrução de processos eleitorais", entre outros. A lei prevê uma pena de 15 a 20 anos por terrorismo, o crime mais grave.
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