O governo da Argentina anunciou que pode ceder a operação da Aerolíneas Argentinas a empresas privadas se as greves no setor aéreo persistirem. O porta-voz da Casa Rosada, Manuel Adorni, afirmou que estão em andamento conversas com companhias latino-americanas para assumir a gestão da estatal, devido ao que chamou de "extorsões" resultantes das paralisações.
Recentemente, uma greve de pilotos da Aerolíneas resultou no cancelamento de 319 voos, enquanto greves de trabalhadores da Intercargo também causaram atrasos em outras operações aéreas. A situação levou a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, a denunciar o líder sindical Pablo Biró à Justiça, acusando-o de incitação à violência e de agravar o caos no setor.
Bullrich enfatizou o impacto negativo das greves, afetando milhares de famílias e destacando a necessidade de garantir a continuidade do serviço essencial. A ministra também sugeriu que Biró deveria ter "precaução" antes de convocar novas paralisações. Além disso, trabalhadores da Agência Argentina de Aviação Civil planejam uma greve por aumentos salariais e recontratações, mas garantiram que suas ações não comprometerão a segurança das operações aeroportuárias.
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