O governador de Sinaloa, no México, Rubén Rocha Moya, de 77 anos, retornou ao cargo ontem (21), após permanecer afastado por mais de três meses. O afastamento ocorreu depois de autoridades dos Estados Unidos acusarem Rocha e outros nove funcionários, atuais e antigos, de envolvimento com uma facção do Cartel de Sinaloa conhecida como Los Chapitos.
Segundo os procuradores norte-americanos, o grupo teria auxiliado o cartel no tráfico de drogas para os Estados Unidos em troca de apoio político e propinas. Rocha, que pertence ao partido governista Morena, nega as acusações e afirma que o caso tem motivação política e representa uma tentativa de interferência na soberania mexicana.
Ao anunciar o retorno, Rocha afirmou que as autoridades mexicanas não encontraram provas que sustentassem as acusações feitas pelos Estados Unidos. O governo do México também tem se recusado a atender aos pedidos norte-americanos relacionados à prisão e à extradição do governador, alegando que Washington não apresentou evidências suficientes.
O caso aumenta a tensão entre México e Estados Unidos e representa uma situação incomum na política mexicana, já que Rocha é o primeiro governador em exercício a ser acusado formalmente pelos Estados Unidos em uma investigação relacionada ao crime organizado.
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