Os médicos de um hospital pediátrico de Seattle, nos Estados Unidos, já recebem auxílio de um funcionário digital criado com IA (inteligência artificial). O avanço da digitalização no trabalho foi um dos anúncios do Google, durante um evento realizado em Las Vegas na última quarta-feira (9) para clientes corporativos. Entre os lançamentos apresentados, destacaram-se uma plataforma para criar agentes (como são chamados os funcionários digitais) de maneira intuitiva e outra, cujo objetivo é permitir a criação de aplicativos sem conhecimento avançado em programação.
O chamado kit de desenvolvimento de agentes é um conjunto de ferramentas para personalizar a atuação dos agentes. Esses funcionários digitais são modelos de IA generativa que trocam comandos e informações entre si automaticamente para simular uma atuação autônoma. O assistente do hospital americano, por exemplo, pesquisa informações de histórico clínico (em texto e imagens) e de literatura médica, de forma autônoma, para fornecer ao profissional da saúde avaliações baseadas em evidências. De acordo com o Google, o kit permite criar um agente com menos de cem linhas de código de programação.
Interessados em testar a ferramenta podem criar até três ambientes de trabalho gratuitamente. Os programadores que pagam o serviço especializado do Google (US$ 299 por ano) podem gerar 30 ambientes. No evento, o Google anunciou que pretende investir US$ 75 bilhões (R$ 443 bilhões) neste ano, sobretudo para acelerar o desenvolvimento e funcionamento de produtos de IA. Analistas da imprensa internacional avaliam que os lançamentos de Las Vegas reposicionaram o Google na disputa, contra Microsoft e Amazon, pelo mercado de IA para negócios.
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