O país comandado por Putin exagerou e muito nos ataques cibernéticos em 2021. Hackers a serviço da Rússia intensificaram os ataques cibernéticos contra o Ocidente. A informação foi publicada pelo Google.
Então, as ações digitais maliciosas contra Kiev aumentaram 250% em relação a 2020, enquanto as ataques do tipo phishing contra países-membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) aumentaram 300%. Esses dados constam de um relatório de segurança publicado pelo Google. Embora os ataques digitais tenham a impressão digital do Kremlin, cuja “prioridade estratégica” é “obter uma melhor visão das atividades da Otan”, não foram hackers russos os autores da campanha detectada pelo Google.
Os ciberataques são coordenados pelo GRU, agência de inteligência de Moscou. Os hackers usam “malware destrutivo para interromper e degradar o governo e as capacidades militares da Ucrânia” e também atingem a infraestrutura civil. Até mesmo durante os quatro primeiros meses de 2022, foram registrados mais ataques cibernéticos destrutivos contra a Ucrânia durante os primeiros quatro meses de 2022 que nos oito anos anteriores.
Kiev já chamou a atenção para os ciberataques de que vinha sendo alvo. Victor Zhora, diretor de transformação digital do Serviço Estatal de Proteção Especial de Comunicações e Informações (SSSCIP) da Ucrânia, falou sobre o assunto. “Quando observamos a situação no ciberespaço, notamos alguma coordenação entre ataques cinéticos e ciberataques”, afirmou.