A administração temerária de Romeu Zema (Novo) deixou Minas Gerais à beira do colapso financeiro, com quase cinco anos de governo e nenhum pagamento efetuado na dívida do estado com a União. Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Zema enfrenta um cenário crítico, uma vez que o acordo judicial que autorizou o calote mineiro expira em 20 de dezembro. O endividamento, somente em juros, cresceu mais de R$ 50 bilhões, totalizando R$ 165,6 bilhões.
A tentativa de Zema de buscar soluções neoliberais, incluindo o controverso Regime de Recuperação Fiscal (RFF), encontrou resistência do movimento sindical e da sociedade.
O RFF propõe a suspensão do pagamento da dívida pública por nove anos, mas impõe medidas drásticas, como o congelamento de salários do funcionalismo, o fim dos concursos públicos e a privatização de estatais estratégicas, incluindo a Cemig, Copasa e Codemig. Diante do caos iminente, Zema, apesar de contar com uma base considerável na Assembleia Legislativa, não conseguiu efetivar suas propostas e enfrenta um apagão econômico.
O governador, que evitou encontros com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, buscou desesperadamente apoio nos últimos dias, recorrendo a ministros como Fernando Haddad (Fazenda) e Rui Costa (Casa Civil). No entanto, a crise econômica e política parece ter minado qualquer possibilidade de protagonismo para Zema na recuperação de Minas Gerais.
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