A ascensão do Partido Rastriya Swatantra ao governo do Nepal está chamando a atenção da comunidade internacional. Fundada há apenas três anos, a legenda conquistou maioria no Parlamento após uma onda de protestos liderados por jovens que cobravam mudanças políticas, combate à corrupção e melhorias na economia. O novo governo é liderado pelo primeiro-ministro Balen Shah, de 36 anos, e tem sido apontado como um dos principais exemplos da influência da Geração Z na política asiática.
Em sua primeira visita oficial à China, o ministro das Relações Exteriores, Shishir Khanal, afirmou que o Nepal pretende ampliar a cooperação econômica e tecnológica com Pequim, sem abrir mão da parceria histórica com a Índia. O governo busca atrair investimentos para setores como infraestrutura, energia, agricultura, turismo e tecnologia, além de reduzir a dependência de importações e gerar empregos para a população nepalesa.
A movimentação é acompanhada de perto por China, Índia e Estados Unidos, que disputam influência estratégica na região do Himalaia. Analistas avaliam que o desafio do novo governo será equilibrar as relações com as grandes potências enquanto tenta cumprir as promessas que o levaram ao poder. O resultado desse processo poderá redefinir o papel do Nepal no cenário geopolítico asiático nos próximos anos.
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