Devido à sua origem ancestral em regiões áridas, os gatos herdaram o hábito de consumir pouca água por conta própria, necessitando entre 40 e 60 mL de líquido por quilo diariamente. Segundo a veterinária Sheila Taíza, a pouca hidratação deixa a urina concentrada e pode causar sérias complicações, como cistites, cálculos e obstruções uretrais graves. O diagnóstico preventivo através de check-ups regulares é fundamental, já que os felinos costumam esconder sinais de desidratação, que incluem fezes ressecadas, gengivas secas e pelos sem brilho.
Para contornar o problema, a inclusão de alimentos úmidos na rotina, como sachês e latas (que contêm cerca de 80% de água), é uma das principais estratégias para garantir a hidratação diária do pet. Além disso, a adaptação do ambiente doméstico desempenha um papel crucial para incentivar o consumo espontâneo de líquidos, mantendo os rins do animal saudáveis ao longo de toda a vida.
Entre as recomendações práticas para o lar estão o uso de recipientes largos de vidro, inox ou cerâmica, que evitam encostar nos sensíveis bigodes do animal e a instalação de fontes de água corrente. É importante posicionar os potes longe da caixa sanitária e da ração, garantindo água sempre limpa e fresca para atrair o interesse do gato.
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