A Polícia Nacional em Angola identificou o crescimento do garimpo ilegal em vários municípios da província da Huíla, nomeadamente Gambos, Chipindo, Dongo, Cuvango e Jamba. Segundo o comandante provincial, comissário Divaldo Martins, a prática tem-se intensificado nos últimos tempos, levando as autoridades a reforçar ações de combate por se tratar de um fenómeno que afeta diretamente a economia nacional.
De acordo com o responsável, foram identificados cerca de 15 pontos de garimpo ativo e permanente, envolvendo aproximadamente 26 mil pessoas, entre cidadãos nacionais e estrangeiros. Divaldo Martins manifestou preocupação com a dimensão do problema e garantiu que a Polícia continuará a atuar para travar a exploração ilegal de recursos minerais na região.
A preocupação com o garimpo ilegal é partilhada ao mais alto nível do Governo angolano. No ano passado, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, alertou para o aumento do garimpo de diamantes, especialmente na Lunda Norte, destacando a existência de casas ilegais de compra que alimentam redes organizadas de comercialização.
Segundo o governante, a prática ameaça a soberania nacional, prejudica a imagem internacional do setor diamantífero e compromete a sustentabilidade da indústria em Angola.
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