Em uma grande ação de combate à mineração ilegal de ouro, o ICMBio, a Polícia Federal e a Funai deflagraram a Operação Kampô (Nhá-Tô Ió-Ió II), na bacia hidrográfica dos rios Jutaí, Bóia, Igarapé Preto e Biá, em Jutaí, no Amazonas. A ofensiva teve como alvo áreas de proteção ambiental e terras indígenas incluindo a Estação Ecológica de Jutaí-Solimões, a Reserva Extrativista do Rio Jutaí e a RDS Cujubim. O objetivo principal foi interromper atividades de garimpo que ameaçam ecossistemas e comunidades tradicionais.
A operação resultou na apreensão de 16 dragas, cinco rebocadores, duas embarcações regionais, além de milhares de litros de combustível, frascos de mercúrio e equipamentos de comunicação. Os prejuízos causados ao garimpo ilegal superam R$ 18 milhões. Foram também encontrados animais silvestres capturados, como tartarugas-da-Amazônia, tracajás e iaçás essa última quase ameaçada de extinção além de ovos de aves e quelônios, coletados ilegalmente pelos garimpeiros para consumo.
A extração de ouro na região vem causando severos impactos ambientais, como o assoreamento de rios, contaminação por mercúrio e destruição de habitats. As informações colhidas na operação servirão para aprofundar investigações criminais e responsabilizar os envolvidos pelas ações ilegais. A mobilização contou ainda com apoio da aviação operacional e de órgãos de cooperação internacional da Amazônia, reforçando o compromisso em proteger a floresta e seus povos.
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