Raro exemplo de indústria brasileira competitiva no exterior e do nade um faturamento superior a R$20 bilhões ao ano, a catarinense Weg se tornou, nos últimos tempos, também um ponto de apoio para investidores no mercado financeiro, que “descobriram” o negócio em meio à pandemia.
Apesar de uma queda nos papéis em 2021, a Weg hoje tem cerca do dobro do valor de mercado em relação a 2019. Como arrecada 55% de suas receitas no exterior, o negócio também acredita entrar 2022 com um “seguro” contra as turbulências do mercado nacional em um momento de uma confluência negativa de cenário de juros altos, inflação alta e a turbulência de uma eleição presidencial com expectativa de polarização.
De acordo com o presidente da Weg, Harry Schmelzer Jr., para garantir certa “imunidade” às dificuldades deste ano, a companhia tem a seu favor, além de sua atuação internacional em um momento de dólar rondando os R $6, a entrada em negócios que estão em curva ascendente, como as energias renováveis e a mobilidade elétrica.
“Num momento em que todo mundo fala em inovação, estamos buscando tecnologias de energia renovável, de mobilidade elétrica, de infraestrutura. Todas essas ações trazem alguma vantagem – se algum em que atuamos está caindo, a gente compensa em outras áreas. Temos muitas frentes de atuação”, diz o executivo.
À frente da Weg desde 2008, Schmelzer Jr. diz que a companhia está também consciente do fato de que ganhar mercado lá fora é uma forma de “seguro”, já que o mercado global vem há anos crescendo bem à frente do Brasil.
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