quinta, 23 de abril de 2026
24/10/2021   14:30h - Games

Games viram plataforma para música e geram receitas milionárias no meio virtual

Um MC de funk canta ao lado de um atleta em uma festa que marca a estreia de uma nova franquia esportiva. Em um festival, uma jovem artista francesa se apresenta com uma performance experimental. Uma girl band de k-pop ganha fama global em menos de dois anos, chegando a pouco mais de 450 milhões de visualizações num único clipe. Tudo soa típico e mesmo desvinculado nos dias de hoje, mas uma olhada cuidadosa revela outra realidade –uma virtual.

 

A banda em questão, a "K/DA", é formada apenas por personagens virtuais e foi criada a partir da mitologia do "League of Legends", famoso game de batalhas estratégicas. A dita artista francesa, Oklou, às vezes se apresenta apenas com um controle de videogame que, ao comandar um personagem na tela, faz música. E o MC é o Poze do Rodo, conhecido nome da nova geração do funk, que cantou ao lado do gamer Nobru, o craque brasileiro do game "Free Fire". A ocasião era a estreia de um mapa do game "GTA RP" inspirado nas favelas cariocas.
 
 
Hoje, os games têm se consolidado como plataformas totalizantes de diversas atividades humanas. Música e som, nesse universo, são menos coadjuvantes que objeto de manipulação, produção e divulgação. Essa evolução rizomática e simbiótica entre o que é jogado e o que é ouvido foi acelerada pela pandemia e extrapola consoles, formatos e dígitos. De acordo com a consultoria IDC, o mercado de games global teve receita de US$ 177 bilhões em 2020. O valor ultrapassa em nove vezes a receita mundial da indústria fonográfica.
 

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