As autoridades da Gâmbia realizaram três operações que resultaram na detenção de 782 migrantes suspeitos em diferentes regiões do país, informou o Departamento de Imigração. Entre os detidos, posteriormente libertados sob fiança, estão cidadãos do Senegal, da própria Gâmbia, da Guiné-Conacri e do Mali. As ações começaram em 3 de janeiro, poucos dias após um naufrágio que matou pelo menos 31 pessoas e deixou dezenas de desaparecidos ao largo da costa gambiana.
O naufrágio ocorreu na madrugada de 1º de janeiro, quando uma embarcação com mais de 200 migrantes, que havia partido na noite de 31 de dezembro, tentou alcançar a Europa pela perigosa rota do Atlântico rumo às Ilhas Canárias. O episódio causou forte comoção no país, tradicional ponto de partida de migrantes da África Ocidental. A marinha gambiana chegou a lançar uma ampla operação de resgate após o pedido de socorro feito na região de North Bank.
Em comunicado, o Ministério do Interior da Gâmbia afirmou acompanhar com “profunda preocupação” o aumento do número de pessoas que tentam chegar à Europa por via marítima. O reforço da vigilância em países como Senegal, Mauritânia e Marrocos tem empurrado as saídas clandestinas para mais ao sul, prolongando o tempo de navegação e elevando os riscos.
Nas últimas semanas, diversos barcos desapareceram ou naufragaram, incluindo pirogas com centenas de migrantes que seguem sem qualquer notícia desde que deixaram a costa da região.
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